O meu sorriso era diferente

Há uns tempos escrevi no meu little brown book

*O meu sorriso era diferente… – Sim era. Era o reflexo da leveza e da entrega que o álcool fez com que me permitisse a mim própria desarmar-me perante ti. Deixei-me sentir o pleno de estar contigo e de te sentir. Acredito que nunca o tivesses visto… Nunca o tinha permitido sair. Nunca tinha permitido senti-lo. Nevermore.

Tens razão. Nunca me fizeste sentir segura. Sempre que estava contigo, logo a seguir tinha de fazer o luto. Incontáveis as vezes que te tive e a seguir te perdi. Incontáveis as vezes que me tiveste e a seguir fugi. Nevermore.

Há situações e “coisas” que chegam para testar a resistência do nosso coração. Apenas. Como músculo que é, tanto exercício vai fazendo com que expanda e se abra cada vez mais e com mais energia. Assim a gente queira. Eu quero e sinto que é por aí. Não imagino fechá-lo, não imagino apertá-lo entre muralhas. De todo! Isso apenas me traria dor…*

Há coisas que não estão destinadas a ser, por muito que nos apeteça. O melhor momento, mesmo, é quando nos libertamos delas e de repente percebemos que algo mudou dentro de nós e que crescemos mais um pouco.

(a referência ao Corvo de Edgar Allan Poe acrescentei agora… pareceu-me bem)

Viva o desapego; Viva deixar ir aquilo que não faz bem!

foto @ Eugenio Recuenco

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