Bailo o anoitecer

Quando se fecha uma porta abrem-se várias janelas.

Serão elas evidentes?

Julgo que não.

Pulamos a cerca para ver melhor, o muro é alto demais.

Fogem, fogem, sem parar

as vacas da distância são doidos empecilhos

e nelas não toco sob pena de acordar.

Olho ao longe

um horizonte verde e fértil.

Da janela não fico e a porta já é velha.

Escuto os sons do anoitecer, frios gemidos no meu coração.

Corvos bailam de amanhecer e a porta já é velha.

Da janela escuto o som e a porta já é velha.

Finjo o esquecimento

o esquecimento já não sou eu e a porta já é velha.

Atiro flores ao Infinito

e o esquecimento já não sou eu.

Peço ao prado que me apanhe e no verde sou um tom.

Faço caminho, prevejo um louco e da janela escuto o som.

Peço ao prado que me apanhe e da janela escuto o som.

O som amanhece e eu bailo o anoitecer.

Aurora Buzilis (embriagada pelo meio-da-noite e não só… estranhos ímpetos)

 

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