Aparência não é essência. Tipo.

O marketing pessoal é importante, óbvio. Saber vender-se, saber mostrar-se e saber movimentar-se pelos diferentes meios e sectores da vida, mostrando competências, dando provas de habilidades, mais-valias, por aí em diante. Mostrar-se, enfim. Seja ou não real (!?). Aquilo que não é visível e praticamente atirado para os olhos das pessoas em geral, não existe.

A competitividade aumenta e a pressão também. Com o ritmo alucinante da divulgação e passagem da informação, a linha entre o ser e não ser, fazer e não fazer é ténue e algo volátil. O potencial vs efectivo concretizado. Ter valor vs Ser valor. Ui!.,,,

Mais ainda: o lixo que é gerado e atirado diariamente para a nossa mente, a banalização de conceitos é brutal. Mas atenção, existe também o outro lado, o lado da excelência.

Há-que saber gerir muito bem a própria imagem (esperteza ou inteligência?).

Sou daquelas pessoas que acredita que quantidade não é qualidade, a aparência não é essência e que o essencial é mais do que a vista alcança. E a verdade, sem máscaras, sem subterfúgios… Era bonito, pois era, mas dá trabalho e por vezes é incómodo. Será?

Não deixa de me ser doloroso assistir a certas coisas… Não devia ser doloroso, porque também sei que devo aceitar as coisas como elas são e não perder tempo a pensar naquilo que elas poderiam ser…

Em observações, costumo dizer que: existem os “filhos da mãe” e depois existem os “filhos da pu**”.

Os filhos da mãe podem fazer o que quiserem, que caem sempre nas boas graças. Seja mer** ou não.

Os filhos da pu** são aqueles que podem até ser capazes dos actos mais brilhantes, e no entanto parece que nunca são compreendidos ou aceites. Divulgados muito menos.

Os filhos da mãe são aqueles que pegam no banal e o comercializam com sucesso.

Os filhos da pu** são aqueles que pegam em algo capaz de gerar sucesso, mas no entanto não conseguem arranjar alguém que lhes dê relevo ou uma janela de oportunidade.

Os filhos da mãe são muitas vezes apadrinhados por influenciadores de opinião (partindo de uma base de relacionamento de amizade, amor ou familiar…. suspeito, não? Válido, muito menos).

Os filhos da pu** estão a borrifar-se para isso e por isso passam à margem de favores, o mesmo que dizer, passam despercebidos.

Os filhos da mãe vendem-se, mostram-se, gostam de ser vistos, ser falados, ser divulgados.

Os filhos da pu** estão a borrifar-se para isso (ponto).

Também existem os filhos da mãe que o merecem ser, e também existem os filhos da pu** que o merecem ser. Não vou discutir isso. Mas confesso que, às vezes, quando vejo certas coisas, completamente banais e despersonalizadas a serem apelidadas de “excepcional”, com não sei quantas ovelhas a concordar… confesso que as náuseas apoderam-se de mim. Ver pessoas válidas, inteligentes com todo o potencial do mundo e arredores, a verem todos os dias as suas asas a serem cortadas e a permitirem-no, confesso que as náuseas apoderam-se de mim. Quando vejo pessoas a lamber botas, a servirem de alimento para o ego de outras imbecis, confesso que as náuseas apoderam-se de mim.

E o que é que eu faço no meio disso tudo?…. não sei…. observo, roo-me, falo o que não devo, digo aos outros aquilo que deveria dizer a mim própria. Não sou filha, nem achada. Não sei o que sou, a não ser que sou um pouco de tudo e ao mesmo tempo não sou nada. Sou consciente, apenas. bah!…

Desabafos….

Aurora Buzilis

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s