Acutilância libertadora

Pela ponta da caneta há uma estrada que se percorre,
há um céu que se descobre,
e de lá do alto se olha para baixo e tudo parece tão pequeno, esforçado.
Libertam-se as estrelas e as palavras brilham no escuro
deixando um rasto luminoso que revela o instinto mais puro.
Escreve no ar aquilo que se vê.
Ecoa no vazio aquilo que se lê.
A beleza, essa é indiferente ao destino,
é a constante que toca os cantos mais escuros do caminho.
Escorre a tinta e os pingos mancham as pedras
que se vão descobrindo. Disfarçam, tornam indolor
o choque da realidade que se quer crua.
A realidade que se quer nua.
Pelo papel desliza a caneta como a espada desliza no ar.
Corta limites, corta barreiras e cria o espaço preciso para sonhar.

E como é bom sonhar, estender horizontes e viver a inspiração. Libertador! ❤

Aurora Buzilis

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