As palavras são como nós…

Serão as Palavras muito mais abrangentes do que aquilo que imaginamos? Seremos verdadeiramente conhecedores e entendedores daquilo que elas transmitem? Serão elas limitadas, ou seremos nós os limitados, nós que as criamos? Nós que as dizemos. E o que significam elas para cada um de nós? Falamos todos a mesma língua?….

Hoje, na prática de Yoga, foi-nos entregue um texto que simplesmente adorei! Um mimo que desconhecia (confesso não ter paciência para livros de auto-ajuda), MAS!…. Este texto – cuja fonte se baralha muitas vezes, tendo sido já atribuída a Charles Chaplin ou mesmo a Claude Monet, entre outros – foi escrito por Kim McMillen e faz parte de um conjunto de reflexões que ela fez sobre a vida e decidiu partilhar e bem! Reza a história que a filha Alison McMillen pegou nas reflexões e fez um pequeno livro, uma edição caseira, que iam oferecendo a amigos e conhecidos. O livro foi-se espalhando. De um modo simples transmite-nos mensagens sobre a importância de nos amar-nos a nós próprios e que, desta feita, nunca estamos sozinhos. A distribuição deste livro foi depois levada a cabo pela Editora Sextante, Brasil, com tradução de Iva Sofia Gonçalves Lima, lançamento em 2003. Título original: When I Loved myself enough.

…Neste texto, gosto da explicação simples e directa que ela atribui a cada palavra a negrito, que surge no fim, brutal e cheia de amor. É inspirador e arruma em tópicos simples, tudo aquilo que sentimos intuitivamente no nosso dia-a-dia, mas muitas vezes ignoramos. …

—–    Quando me amei de verdade de Kim e Alison McMillen  —–

“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é… autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo a isso… amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável… pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a… humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é…. saber viver!”

…Será que a maneira de cada um interpretar as palavras, é uma questão pessoal de perspectiva, de consciência, de vivências?… De qualquer modo, tenho nas palavras um veículo de evolução, de abertura de consciências, de expressão e terapia. As palavras são como nós…. diamantes para lapidar, no seu significado e profundidade. Neste texto de palavras bem lapidadas, temos o exemplo simples que gostei imenso. E podem cortar o vidro mental mais resistente e denso…. também gosto disso!

Pessoas iluminadas, é o que é!

Aurora Buzilis

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