Mudam-se capítulos, descobrem-se cumplicidades.

Imaginando a VIDA como um livro

as mudanças de capítulos significariam quebras, transposição de limiares. Algo drásticas por vezes, intensas e o mais provável é passarmos por essas mudanças em modo dormente, em estado de quase piloto automático. Cuidado!… As aparências iludem.

A dormência poderá ser, não menos do que a capacidade divina e inata que todos nós temos de enfrentar a mudança e passar por ela. Aliás, em vez de chamar dormência poderia chamar antes, força interior (que nos avassala), que na sua essência não dramatiza, não receia, não julga – mas sim: aceita, avança, acontece.

Remeto ao meu post antigo A realidade que vai ao encontro deste último destaque. Algo que sinto ser e tento interiorizar. Traz-me uma certa tranquilidade mental. “Tudo é certo. Nada é errado.”

A tranquilidade tão necessária! Pois que por entre o conteúdo dos capítulos flui o suco mental, que muitas vezes desagua numa amálgama líquida de inquietação, arrastar de palavras, divagações exageradas e totalmente desnecessárias.

A mudança nunca é má como é pintada antes de acontecer e será sempre conveniente. “O bom e o mau são apenas consequência, nunca punição ou recompensa.” 

E foi aqui, numa mudança de capítulo, que ele surgiu para mim. Que ele veio ter comigo e ficará para sempre marcado na minha pele e não só. Quero falar um pouco sobre o significado desta bonita divindade que trago tatuada no meu ombro e que marca um ponto de viragem na minha vida.

ganesh

Ganesha, filho de Shiva e Parvati na tradição Hindu, tem corpo de menino e cabeça de elefante. Reza a história que a semideusa Parvati o criou para lhe fazer companhia, durante a ausência de Shiva numa longa viagem. Quando Shiva chegou a casa não conheceu o seu filho e degolou-o. Apercebendo-se do seu engano e arrependido, tentou encontrar uma solução, prometendo a Parvati que devolveria a vida ao filho, colocando-lhe a cabeça do primeiro ser vivo que encontrasse no seu caminho, e assim partiu. O primeiro ser que se cruzou no seu caminho foi um elefante recém-nascido.

O nome Ganesha significa “Senhor dos exércitos” e o seu simbolismo é imenso. É o deus da literatura (por ter compilado os Vedas), protector das artes, do lar e das crianças. Criador da escrita e da música. É o som primordial, OM. Ganesha remove os obstáculos e abre caminho para os seus seguidores. É símbolo máximo da prosperidade e abundância. Em toda a Índia (e não só) é amado, o dançarino de 4 braços que segura vários símbolos (poderá ser visto com mais braços).

A presa partida de Ganesha simboliza inicialmente a sua habilidade de superar ou “quebrar” as ilusões da dualidade.

Os significados que aqui falo são apenas uma pequena parte da totalidade de significados estudados sobre o Deus Elefante.

lord

Ganapati é outro dos seus vários nomes e significa “Deus de todos os Deuses”.

O seu mantra:

OM GAM GANAPATAYE NAMAH!

*Saúdo o Senhor Ganapati!

Aurora Buzilis

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