A miúda sonha, o post nasce

Ontem acordei a meio da noite (3:00 a.m.) depois de uma  espécie de pesadelo, que envolvia uma catástrofe do género onda gigante, que se abatia sobre o prédio (estranho prédio com uma torre) onde eu estava com mais pessoas, amigos e outros. Vimos essa onda tsunamiesca a desenvolver-se e a galgar caminho até nos atingir em pleno.

Acordei com uma dor aguda no pulso que recentemente fracturei. Esta dor passou após alguns momentos, momentos esses em que tomava consciência de todo o sonho e das sensações e sentimentos que este me tinha despertado…

Senti a imprevisibilidade da onda, tal como na vida, tantas coisas acontecem, assim, sem se fazerem anunciar. O choque de ver o impossível assustador, acontecer, tal como os medos que desenvolvemos, aquelas coisas que não queremos que aconteçam nunca, mas no entanto não paramos de pensar nelas, alimentando-as!

À medida que via através da janela, a onda a aumentar e a aproximar-se, permanecia incrédula e pensava: “Não! Não é possível! Isto não pode acontecer!” – Mas o certo é que ACONTECEU mesmo!

Senti um medo avassalador na antecipação daquele momento, grande momento final, e enquanto a destruição nos atingia: a estrutura do prédio a abater-se, o caos, pessoas a morrer, a lutar pela vida, inclusive eu própria – porém, foi espantosa a sensação e calor constante de uma companhia, claramente uma Força maior do que tudo o que estava a acontecer, uma força maior que TUDO mesmo, e a dada altura a única atitude que me restou ter, foi mesmo entregar-me ao momento, transcender o medo e entregar-me a essa força maior (mesmo com a consciência da existência desse medo e dor à minha volta e dentro de mim. Medo e dor pelas outras pessoas que iam morrendo, inclusive pessoas que eu amava) MAS naquele momento vi-me obrigada a CONFIAR. Muitas vezes na vida insistimos teimosamente em chegar com uma situação a ponto tal, que nada resta senão ter fé e entregar ou afundar no medo e na situação. Idealmente, não deveria ser necessário chegar ao ponto da catástrofe, mas chegando, possivelmente a melhor hipótese será a primeira (mas temos o poder da escolha).

Agarrei-me a uma estrutura enquanto todo o edifício ia ruindo, a sentir plenamente toda essa entrega e fé, centrada no meu coração, na minha essência.

“Estranhamente” sobrevivi e quando as coisas acalmaram fui ter com uma amiga que também tinha sobrevivido, entre poucas outras pessoas e senti a alegria de ter sobrevivido. Senti um amor e gratidão profundos.

Ao despertar tudo isto me fez muito sentido. Aquilo que vejo é que vivemos tempos incertos, imprevisíveis e muito inquietos. Agitados. Tudo à nossa volta a movimentar-se rapidamente e muitas vezes distante da nossa compreensão ou aceitação. Há medos, há dúvidas, há falsos comodismos também.

Na viagem que tenho feito ao meu interior mais profundo, um processo doloroso mas altamente libertador, que escolhi fazer há já muito tempo, nessa viagem uma das coisas que também aprendi a fazer foi a “ouvir melhor e com atenção” o meu corpo físico, que constantemente envia sinais que me alertam para algo que me é prejudicial; seja uma forma de pensar, sejam outros aspectos mentais (e aspectos mentais é coisa que não me falta!)

A propósito: há uns tempos tomei conhecimento do livro “O teu corpo diz AMA-TE” de Lise Bourbeau – um bom dicionário que foca a metafísica da doença e mal-estar, permitindo-nos descobrir as causas mais profundas desses problemas, aliás, dádivas como a autora lhes prefere chamar – porque são eles que nos permitem reequilibrar, estabelecendo a comunicação entre o corpo e a alma. Aconselho a leitura e a reflexão interessante, pois posso dizer, que tudo o que lá procurei e encontrei até agora, me iluminou um pouquinho mais. Mesmo a fractura no pulso que fiz e agora, a dor aguda que senti com este sonho tão intenso e cheio de significado, não foi por acaso e fez todo o sentido, podendo assim, ser uma boa fonte de ajuda no melhoramento interno e evolução – cura essencialmente.

*Esta experiência não é a primeira, de todo, que tive, pois a minha consciência onírica é bastante elevada, que é como quem diz “as minhas noites são sempre uuuhhhuuu!” mas mesmo assim nunca deixa de me maravilhar, a riqueza contida nos nossos sonhos, no nosso subconsciente….. alma(?)* As mensagens também…. enfim.

Isto tudo para dizer que é urgente despertar para a auto-cura interna e adaptação/aceitação a estes novos tempos….

A vida é maravilhosa e nós somos afortunados por estar aqui, agora. Desfrutar do nosso corpo e da nossa vida, da melhor maneira, com base naquilo que realmente somos e realmente queremos para nós, não é egoísmo, é um direito e um dever divino!

Digo eu… que não sou de cá.

Aurora Buzilis

“mens sana in corpore sano”

flight

3 Comments Add yours

  1. São tão revitalizantes estes momentos de escrita.
    Infelizmente, em mim, parecem adormecidos 😦 pois são forma de lavar a alma.
    Bjs

    1. Na vida passamos por muitas fases, todas elas passageiras… entendo. bjs e votos de muitos e bons sonhos para ti, Paulo

      1. Muito obrigado.
        Grato por essa luz.
        Um abraço

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