Não foi um dragão, mas quase.

Hoje uma libelinha cruzou o meu caminho. O mundo parou naquele instante, em que todo o resto deixou de existir e éramos só as duas. Ela de uma beleza incrível e diferente, eu pasmada a sorrir, nessa intersecção de espaços, tempos, dimensões e sentires. Imprevisível. Improvável naquele sítio.

Foi ela que quis assim, pois ali se ficou a esvoaçar durante algum tempo, pertinho, como se fizesse questão que eu a notasse. Vi como se certificou disso… Deu-me a oportunidade de olhar para ela, desviar o olhar, reparar, voltar a olhar, notar, tomar consciência, sorrir-lhe.

O movimento daquelas asas tão peculiares pareceu-me um sussurro cúmplice da Mãe Natureza a mim dirigido, como se o pequeno vento causado por elas, fosse o anúncio dos primeiros sintomas da mudança desejada, ao mesmo tempo que me colocava de modo súbtil e carinhoso em ligação com o etéreo e o tangível, o sonho e a realidade.

Diferente, pensei. Diferente.

Marcante.

Aurora Buzilis

libelinha

 

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