Dentro de nós, as respostas

Na minha óptica, torna-se definitivamente urgente entender o poder e responsabilidade que temos sobre as nossas vidas e que sempre que passamos por uma situação, vivemos uma alegria ou enfrentamos um desafio mais difícil, trata-se de uma experiência que criamos para nós próprios como oportunidade de expansão, com o objectivo de expansão e de evoluir. Porque é também isso que acontece com o Universo… ele expande… evolui. E nós somos nada mais, nada menos que Universo. Why not?

Mas nem é preciso pensar muito nisso, é só preciso viver e assumirmos a nossa verdade. Se formos fiéis a nós próprios e seguirmos a nossa inspiração, tudo encaixará maravilhosamente bem. Mesmo perante o obstáculo mais incontornável. O fantástico da história, é que se não formos fiéis a nós próprios, tudo encaixará maravilhosamente bem também! Mas aqui devo acrescentar um sorriso trocista… E oportunidades não faltarão para nos fazer retomar a rota da nossa essência.

Partilho um excerto, que achei muito bem exposto, retirado de um livro que às vezes consulto: Viver com a Lua. Em harmonia com os ciclos lunares de Johanna Paungger e Thomas Poppe. Sobre a vida e o amor.

“O conceito mais directo e preciso para descrever adversidades, coincidências trágicas e situações críticas, é a palavra exame. Isto é, existe um motivo para que uma e outra vez caiamos nas mesmas situações difíceis, para que uma e outra vez tenhamos que lutar com problemas parecidos. É assim porque não aceitámos nem aprendemos a lição que se desprende da aparente adversidade. Portanto, podemos estar certos de que uma e outra vez vamos sofrer a mesma adversidade, até que tenhamos captado o seu sentido, ou até à nossa morte.

Assim, e não de outra maneira, funciona a vida. Não passamos por um processo de aprendizagem mas sim por um processo de descobrimento. Não aprendemos através da “aquisição” de conhecimentos, mas através do descobrimento das correlações que existem desde que o mundo é mundo. E não existe uma só correlação no Universo que não se dê em nós. O que nos fica então por aprender que não conheçamos desde há muito? O que fica por adquirir que não esteja já na nossa posse desde há muito? O que importa realmente é correr o véu estendido diante dos nossos próprios conhecimentos.

Só quando eu aceitar incondicionalmente e aprender a amar tudo o que a vida me transmite em experiências, acontecimentos, atribulações e circunstâncias felizes (cada experiência em particular), serei capaz de dar o passo seguinte. O semelhante procura sempre o semelhante. E o semelhante só pode ser superado pelo semelhante. Continuarei a cometer o mesmo erro até que o erro esteja “curado” através da aceitação e da verdade.

Sentirei fúria e ira perante determinados acontecimentos, indivíduos ou coisas, enquanto os vir como algo alheio, que não me pertence, que não sou eu. Mas só quando reconhecer que é a mim próprio que odeio e combato, poderei soltar-me e seguir o meu caminho.

O proverbial mau vizinho continuará a ser mau até que eu o aceite tal como é e sem condições; até que eu tenha descoberto em mim mesmo o “mau vizinho” e veja que não sou diferente dele. Se depois do meu exame lhe abrir a porta, ou nunca mais o deixar entrar em minha casa, isso é uma questão de olfacto pessoal, não de moral.

Sentirei raiva perante a exploração, aproveitar-se-ão de mim, enquanto intimamente eu for um explorador… com a esperança de que um dia valha a pena deixar que se aproveitem de mim. Quando descobrir o meu próprio explorador interno, deixarão de se aproveitar de mim.

Continuarei a ser um explorador na medida em que eu também me deixar explorar e consumir por dentro… pela minha ansiedade e medo. Só quando reconhecer a minha manipulação e impotência poderei deixar de ser um explorador.

Algo dentro de mim me leva a cair sempre nos mesmos erros, porque intimamente dou azo a isso… com a imagem interior do que me acontece fora e por aparente casualidade. Se me vir como vitima, estarei a abrir os braços a cada carrasco. Se eu for o carrasco, encontrarei sempre vítimas. Em ambos os casos, tudo continuará como antes até que eu reconheça em mim o adversário.

No entanto, quando acolher incondicionalmente dentro de mim um estranho, um companheiro difícil e mentiroso e o aceitar como meu semelhante, então reagirei com todo o meu ser perante esta informação, reconhecer-me-ei a mim mesmo como o estranho e com a ajuda destes dados sobre a minha pessoa desenvolverei o meu olfacto e farei o que é devido: despedir-me de uma lição e dar passagem à próxima.

O segredo da cura consiste sempre na aceitação incondicional, em deixar entrar, em não lutar mais contra o supostamente mau, desconhecido, diferente. Consiste na clara compreensão de que tudo o que é desconhecido, repulsivo e desagradável na vida sou eu. Quando descobrir em mim a identidade com o desconhecido e “mau” no mundo, já não me será por mais tempo desconhecido. Só assim será possível uma transformação, uma cura. Enquanto lutar contra o desconhecido, este continuará a sê-lo e lutará contra mim. Se, pelo contrário, o abraçar e deixar entrar, pertencer-me-á e poderá diluir-se na compreensão. Nesse mesmo instante, a compreensão porá nas minhas mãos tudo o que é necessário para arrancar os meus problemas pela raiz.”

Se a vós fizer sentido, é bem. Se não fizer sentido, é bem também. Siga!…

Uma coisa é certa: as únicas palavras que devemos beber são aquelas que nos tocam e dizem algo.

Aurora Buzilis

somos universo

One Comment Add yours

  1. Adorei o texto 🙂 Bebi-o 😉
    que o teu 2014 seja cheio de aceitação.
    Beijos de Romã Encantada,

    Amira AMORa.

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