O ano velho parte em paz e o novo ano chega a galope

O Natal e a passagem do ano estão fechados. Fui prendada com uma época festiva tranquila, alegre e em ressonância com o meu coração. Ora com a família, ora com amigos, melhor não poderia ter sido, o que me deixa feliz e grata. Para 2014 levo as lições, levo novos desejos, levo alertas, levo uma consciência maior em relação a mim e àquilo que se passa em meu redor e levo também as magníficas sensações de completude e união com a Natureza. Por outro lado, não levo muita bagagem que larguei pelo caminho e isto é ainda mais importante, pois foi um dos meus objectivos do ano passado e cumpri, dentro daquilo que me foi permitido e proporcionado, nas áreas que senti que tinha de o fazer. Não se pode encher um copo com água pura e cristalina, quando este ainda contém água suja, cheia de resíduos e impurezas. Misturar também não é opção.

O caminho faz-se passo a passo e no final das contas, é possível que tenha sido um dos anos mais proveitosos da minha vida numa perspectiva pessoal de evolução. Parece que o que normalmente poderia durar alguns anos, se compilou num só. Curto e intenso. Sigo agora em frente nesta viagem com outros moldes e com a grande vontade de uma aprendizagem mais direccionada e concretização, com eventuais cursos e experiências práticas. Este ano será também para galopar até “casa” e desta vez, fincar cascos, para construir os alicerces mais verdadeiros. E não é por acaso…

A 31 de Janeiro, inicia-se o ano do Cavalo da Astrologia Chinesa. Acho fascinante, especialmente por estes Seres repletos de significados bonitos. A eles associo sempre a palavra VERDADE. No seu significado astrológico, são detentores das energias de movimento, comunicação e o poder de transformar a realidade. Interessante, não? É que nós temos mesmo esse poder… Mas gostava de salientar a parte da Comunicação, que no fundo está presente em tudo. Mesmo tudo.

Comunicação – do verbo comunicar: significa acto de se relacionar. Processo que envolve troca de ideias, informações ou mensagens.

E relacionar não tem apenas a ver com algo ou alguém externo a nós. Começa na sua essência, por ser dentro de nós e em estabelecermos comunicação connosco próprios. Em relacionarmo-nos connosco próprios. Isto implica ouvir o que o nosso corpo nos vai dizendo diariamente, estarmos atentos aos nossos pensamentos, emoções e como é que por sua vez estas se reflectem no nosso corpo. Somos um Todo muito vasto e como tal não podemos focar apenas numa só parte. Ou não devíamos… Por exemplo: continuaremos a tratar dos problemas de estômago, enquanto não fizermos um trabalho de aceitação em relação a alguém ou a alguma situação na nossa vida. Continuaremos a tratar das insónias, enquanto não praticarmos o desapego, perdermos o hábito de querer analisar e controlar tudo e confiarmos. (Lise Bourbeau – Escuta o teu corpo)

No tempo, comecei a sentir um grande chamamento e a criar o desejo de reaprender a relacionar-me comigo própria. A estar atenta às informações e mensagens do meu corpo, da minha mente, da minha vozinha interior. É um processo que não acontece de um dia para o outro, mas que pode começar simplesmente por prestar atenção e com o passar do tempo torna-se mais fácil e imediato. Implica, obviamente, abrandar o ritmo alucinante do dia-a-dia, nem que seja por breves instantes, ou parar mesmo para respirar fundo algumas vezes, libertando tensões. Apenas isso, respirar fundo. Conscientemente.

Quando abrandamos e libertamos tensões as perspectivas abrem-se, ficamos mais receptivos a observarmo-nos como realmente somos e esse auto-conhecimento é importante para nos aceitarmos e libertarmo-nos de julgamentos… nossos e dos outros. Amarmo-nos! É importante para comunicarmos melhor connosco e consequentemente com os outros. Se formos verdadeiros em nós, se formos quem realmente somos, damos espaço aos outros para também eles serem quem são, o que provoca uma harmonia maior nas relações e expressões humanas. Nas nossas relações. Naturalmente, atrairemos quem devemos atrair e só ficará quem tiver de ficar. Tudo flui. Nada estagna. Como no Universo se pretende.

Sermos verdadeiros, a meu ver, também inclui assumirmos o nosso lado sombra, aquele que nem às paredes confessamos. Também… assumir e aceitar os nossos medos, tristezas e outras emoções negativas, que normalmente são encarados como sendo aspectos maus, mas que não devem ser abafados por uma falsa atitude positiva, por uma filosofia zen de superfície…. Devem ser escutados e sem vergonhas, nem cerimónias. As emoções negativas e medos são apenas ferramentas e indicadores de alerta no nosso caminho, ou seja, são BONS!! Se dói, é porque talvez o caminho não seja esse, porquê insistir? Se há medo, que mensagem estará ele a transmitir? Só assim crescemos. Para sabermos quem somos, temos de saber quem não somos. Sem o conceito de ilusão, não saberíamos do conceito de realidade. Sem medo, não valorizaríamos o amor. No final, quando não sentirmos nada, morremos.

Comunicar em verdade é maravilhoso e libertador. O sofrimento vem sempre através das resistências e negações que fazemos no nosso dia-a-dia. De querermos controlar o incontrolável. De recusarmos traçar um caminho em que nos tornamos responsáveis pela nossa vida e deixamos de nos vitimizar e atacar o próximo.

Diz-se que os cavalos reagem àquilo que somos e sentem aquilo que estamos verdadeiramente a sentir e não aquilo que aparentamos ser, que queremos mostrar. Eles são um grande exemplo a seguir. Imagino que domar um cavalo selvagem seja um verdadeiro acto de mestria e contacto com a essência. Criar um laço assim, será no mínimo especial. No entanto, a beleza reside na sua liberdade. A felicidade reside na sua liberdade….. adiante.

Estas são umas das reflexões que fiz pelo caminho, aqui reforçadas pelas energias do ano que começa.

Como votos para mim e para quem passar por aqui

deixo o desejo de que sejamos verdadeiros, dentro e fora de nós,

que nos escutemos mais, observemos mais e honremos a nossa essência e expressão neste mundo.

Fluir com o Universo e crescer. E muito muito importante…. viver com entusiasmo. Agir com entusiasmo. Sonhar com entusiasmo. COMUNICAR com entusiasmo. Largar os “tenho de” “não posso…” “não devo” e coisas que tais. Criar objectivos e galopar até eles! E por favor…. Respeitar e Amar a Mãe Gaia, que nos acolhe.

Bom ano do Cavalo! ❤

Aurora Buzilis

cavalo

One Comment Add yours

  1. Cavalguemos então, trotando ou a galope 🙂 Conforme-me se for sentindo no momento.
    Pois em cada ritmo há uma beleza, até na ausência de ritmo, no parar, no contemplar, no beber dos sentidos.
    Beijos Doces da Tua amiga,

    Amira Amora

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s