Nascemos para ser nómadas

Fomos concebidos para isso e agraciados com o dom da Adaptação num Planeta de vários ambientes e com a capacidade de albergar e cuidar de todos os seres vivos em condições favoráveis e com dignidade.

Contudo, escolhemos ficar sempre no mesmo sítio.

Em milhares de anos que habitamos este Planeta, a nossa evolução deu-se num caminho de fronteiras delineadas e exigentes, de limites e construções que contribuíram para os desníveis, protegendo uns e prejudicando outros. Ficamos e reproduzimos sempre no mesmo sítio, dificultando a livre e saudável mobilidade.

Agrupamentos que potenciaram a escassez e a nossa separação com o essencial – interno e externo. E no meio disto, o que aprendemos sobre a nossa grande casa, a Terra? Que sabemos nós dela e dos seus seres originários?

Os animais, a vegetação e os minerais.

Cometemos o erro de humanizar os animais, sem sequer fazer o mínimo esforço para ouvir o que eles têm para nos dizer. Não sabemos ler as plantas, as árvores. Destruimos e ignoramos o poder e informação que os minerais possuem para partilhar connosco.

A comunicação? Faz-se através das tecnologias e entre humanos. Que mais precisamos nós, ou que mais iremos nós inventar para fazer aquilo que já fazemos, que é comunicar uns com os outros? Apenas. E mesmo assim somos relativos.

Bem,… tudo é importante, até as tecnologias, mas como as estamos a utilizar?

Somos sementes, cheias de potencial, mas se não mergulharmos na escuridão da Terra, não germinaremos e não nos transformaremos naquilo que nos devemos transformar. Seremos sempre sementes, potencial e nada mais.

Eu diria que a nossa sobrevivência depende de nos voltarmos verdadeiramente e de coração para a Terra. De aprendermos a ler as mensagens que os seus filhos têm para nós.

Os animais, a vegetação e os minerais.

De nos mexermos e de nos adaptarmos. Criar novos sistemas. Porque…

nascemos para ser nómadas.

Para sermos abraçados pela Terra e crescermos para lá do horizonte. A expansão.

 

Vá!… Enquanto é tempo.

Aurora Buzilis

gipsy

2 Comments Add yours

  1. Já estou a ir, já estou a ir…

    1. 🙂 Tu já estás lá. É o registo da tua alma. Força com essas aventuras em Viagem! Um orgulho e uma inspiração. E obrigada por teres passado por aqui. 🙂

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