Usei-te, Odiei-te, Amei-te, Larguei-te – Até nunca mais!

Quem priva comigo sabe que a minha perspectiva é a de encarar o Ser humano pelo seu Todo – sendo o corpo físico apenas uma parte e havendo outras partes, corpos menos evidentes e menos visíveis, mas não menos importantes. Sendo os corpos emocional, mental e espiritual (por exemplo – há quem use outros termos).

Quem priva comigo sabe também que sou adepta das terapias complementares e alternativas à medicina convencional e também às experiências de deleite, contemplação e experiências extra-sensoriais. Pratico meditação há muitos anos, yoga há menos anos e sou mestre-terapeuta de Reiki. Sou uma pessoa de curiosidade aguçada e sedenta por conhecimento e uma maior compreensão sobre os “mistérios” do universo.

Objectivo? Simplesmente sentir-me bem dentro de mim, inteira, porque sempre acreditei que tudo parte daí. Foi o caminho que me fez sentido e em consciência escolhi para me curar das minhas limitações, sensações de solidão e separação em relação ao mundo; para me sentir una no meu Ser e não repartida pelas minhas variadas e flutuantes emoções – algo bastante cansativo.  Um processo de auto-conhecimento, evolução e libertação, expansão de consciência. Um processo de “passo-a-passo”, gradual e ao meu ritmo natural.

Um filósofo chinês dizia “Inteligente é quem os outros conhece; sapiente é quem se conhece a si mesmo. Forte é quem os outros vence; poderoso é quem se domina a si mesmo.”

E quem se tenta dominar a si próprio acaba sempre por descobrir muitas e muitas coisas com as quais deve lidar e o processo é difícil, obviamente… Assumir a responsabilidade pela sua própria vida e deixar de culpar os outros e vitimizar-se. Enfrentar “demónios” (como costumo dizer), fazer escolhas conscientes e assumi-las, abrir o coração e correr riscos…. aceitar, perdoar, agir, saber quando agir…. Enfim. It goes on and on and on.

É a Viagem. A verdadeira Viagem. Difícil, mas sem dúvida, a mais extraordinária, repleta de surpresas e a mais gratificante. Pois que chega o dia em que percebemos claramente e sentimos em cada célula, que tudo está como deve estar, tudo chega no momento certo, tudo acontece por um motivo maior e que serve para nos libertar mais um bocadinho e para nos virar para a direcção verdadeira. O mundo à nossa volta ganha outros horizontes e cores, não estamos tão à mercê das atitudes alheias, vemos coisas que antes nem imaginavamos e imaginamos mundos que nunca pensámos experienciar. Reajustamo-nos a esta nova forma de estar e largamos o que já não se adequa.

Faz hoje (27 de julho) 1 ano, que fumei o último cigarro e celebro esta vitória.

Tudo começou muito antes com a simples criação do desejo. Comecei a querer efectivamente deixar de fumar e foquei. E a seguir percebi que tinha de deixar de lhe criar resistência, pois esta resistência apenas me fazia apegar mais. Então abracei o vício e assumi perante mim própria essa escolha que tinha feito. Naturalmente deixei de o banalizar – em vez de o fazer “compulsivamente”, comecei a fazê-lo menos vezes, mas quando o fazia era de modo leve e pleno, numa espécie de ritual de apreciação, prazer e cumplicidade com ele. Larguei a culpa e aceitei o vício.  

Este processo durou o seu tempo, o meu ritmo. Dentro de mim os pensamentos e emoções em relação ao assunto iam-se transformando e eu ia permitindo e dando espaço para que fluisse naturalmente. Chegou o momento em que decidi começar uma série de meditações, em que me guiei até ao momento do primeiro cigarro e voltei a reviver tudo…. e compreendi o porquê de ter começado e o meu estado de espírito na altura. O que procurava e do que estava a fugir. Foram mais descobertas e ter de assumir algumas coisas perante mim mesma, para depois serem tratadas. O reiki fez sempre parte do processo, com as suas vibrações elevadas de amor, cura e harmonização.

Com esta compreensão, perdoei-me por estar a fazer mal a mim própria. Fiz pazes. E foi efectivamente mais tarde, quando o desejo me explodia no peito mas faltava ainda aquele “clique”, durante um concerto terapêutico de Taças Tibetanas e Gongos levado a cabo por uma amiga brilhante e de forte intuição, que aproveitei a energia poderosa do som e a presença de uma outra amiga, divina, que me acompanha há várias vidas e me auxilia bastante, para emanar a minha forte decisão de deixar o tabaco e de comunicar ao universo que estava preparada. Resultou e tranquilamente até hoje, espero eu, até sempre.

Nestas viagens pelo “interior” e sintonizações, há uma coisa que desejo destacar, pois foi uma das grandes viragens:

Deixei de ser “masoquista”.

Aurora Buzilis

cigarro

4 Comments Add yours

  1. “Chegou o momento em que decidi começar uma série de meditações, em que me guiei até ao momento do primeiro cigarro e voltei a reviver tudo…. e compreendi o porquê de ter começado e o meu estado de espírito na altura.” Muito bom. 🙂
    1 ano??? Xiça, parece que é desde sempre. 😉 Parabéns. 🙂

    1. obrigada amiga 🙂 obrigada pelo carinho ❤ Tão bom***

  2. liliana diz:

    adorei ler-te e sentir-te no mais fundo de mim. posso usar-te, amar-te mas não odiar-te e lagar-te?

    1. Seja como for, que seja até breve 😉 beijos mil

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