A Feiticeira das Estrelas

fait

A Feiticeira das Estrelas de Sylvia Louise Engdahl (1970)

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Este livro retrata o entrosamento de 3 culturas espaciais, cada qual num estágio de evolução tecnológica e social diferentes.

A mais evoluída, a Federação, uma cultura de seres viajantes, estudiosos e observadores de mundos populados, completamente pacíficos, que preferem morrer a interferir no processo evolutivo de outras culturas ou a revelar informações, pelas suas possíveis consequências e mau uso. Podem no entanto ajudar, mas apenas em casos extremos. A sua evolução trouxe-lhes o desenvolvimento de características como a telepatia e a psicocinese.

Na escala decrescente da evolução, a seguir o Império, um povo que se inicia na exploração do espaço estelar, com características bastante militarizadas e tecnologia aparatosa, decididos a colonizar os planetas menos evoluídos que eles, considerando os seus povos como não sendo humanos, inferiores.

E depois temos Andrecia, um planeta sem tecnologia e a viver em pleno regime feudal, cuja consciência encara a tecnologia imperialista como um dragão guiado pelo mal, que precisa de ser apaziguado com sacrifícios humanos, pois é indestrutível e letal para quem se chegue junto dele. Georyn, o andreciano e os seus irmãos decidem partir numa missão heroica de conseguir matar o dragão (Imperialistas) podendo assim receber honras e prémios do Rei. Pelo caminho, conhecem Elana (estudante da Federação) que juntamente com a sua equipa de exploradores pacíficos, vão em seu auxílio. E para prestar auxílio têm de utilizar métodos muito específicos para não revelarem a verdade da sua proveniência e para que os andrecianos e principalmente Georyn, percebam o que têm de fazer para conseguir levar a cabo a missão. É aqui que os membros da Federação decidem pegar nas crenças sobre poderes mágicos dos irmãos.

Uma obra de ficção maravilhosa que me empolgou pela sua simplicidade no desenrolar da história, conseguindo apesar disso uma riqueza visionária e profundidade de reflexões e pensamentos através das personagens apaixonantes. Cada uma delas poderia explorar e ilustrar vários dos aspectos da consciência humana, em várias das suas perspectivas, unindo-se com grande sensibilidade numa cadeia de eventos, manifestos a seu tempo (e não antes), potenciando assim uma expansão de entendimento sobre a essência dos factos. Gerando acções e atitudes que moldam o avanço pelo caminho necessário ao cumprimento de um objectivo conjunto e bem maior. Um caminho muitas vezes sofrido, outras vezes amoroso, outras vezes de espanto ou até mesmo de confusão, para que no final se olhe para trás e veja como tudo bateu certo e aconteceu como tinha de acontecer.

A história foi crescendo e ganhando espaço dentro de mim, sem qualquer tipo de falhas, libertando sempre pelo meio ideias como “mistério”, “fé” e “amor” na forma de um aroma suave e envolvente, sempre presente, à medida que ia vivendo com as personagens as suas experiências. Entendo-a e faz-me sentido até ao ponto de não a tomar como ficção, e de a sentir bastante real. Tenho a certeza que se tivesse lido este livro há muitos anos atrás, o teria incluído na minha lista de  “life-changing books” pois desperta o questionar e a reflexão para certo tipo de paradigmas; mentais, emocionais e até mesmo espirituais.

Há um pormenor na história com o qual não concordo; acho que os humanos para crescerem ou evoluírem não precisam de sofrer, ou passar por situações de sofrimento. Não é necessário chegar a esse ponto, mas infelizmente muitas vezes é…

Agradeço à pessoa que colocou este livro no meu caminho, agradeço à energia da pedra (qual pedra mágica, como a desta história!…) que nos uniu e continua a falar connosco mas em várias outras formas, e em vários outros momentos.

201120141419

“A mente humana é extraordinária. Nada pode fazer sem acreditar, e praticamente tudo lhe é possível quando acredita.”

Agora é arranjar a sequela. 🙂

Aurora

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