Etérea

entre sonhos vívidos, emoções, paredes a bloquear a visão e a impedir os passos

às vezes penso que bastaria fechar os olhos e esticar o braço

para tocar em algo semelhante a um horizonte paralelo,

numa dimensão latente e ligada àquela na qual me encontro,

numa espécie de estado entre o líquido e o aéreo

onde um simples agitar dos meus dedos causaria um movimento de ondas magnéticas

que poria em andamento os motores da visão e acção consciente.

E as emoções cessariam de me importunar, e as paredes ruiriam

e no espaço-tempo portais se abririam, passagens secretas

por onde poderia caminhar livremente e ver, sem sombras de dúvidas,

o percurso para a minha casa.

Aurora

mu

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