O poema manifesta-se na fotografia – Vício

Foi com muita alegria, que no passado sábado, dia 3 Out.2015 vi o meu poema Vício ser manifestado na forma de Exposição – Poesia & Fotografia de mãos dadas – no espaço da Associação Cultural Nova Acrópole de Aveiro.

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4O poema “Vício” nasce (há alguns anos atrás) de um enredo mental despoletado pelo som de um cigarro fumado, atirado para o chão. Esse som seco e sem vida penetra a mente da persona remetendo-a para uma viagem de reflexões e visualizações rápidas e incisivas, confrontando-a com duas partes de si própria – uma mais consciente e luminosa, outra mais apegada aos padrões de dor e prazeres viscerais. Dir-se-ia uma batalha, a eterna batalha, entre o bem e o mal, entre a luz e a sombra, expressão da dualidade inerente à condição humana. Por um lado, aquela que se prende ao nocivo Vício, por outro lado aquela que sabe tratar-se de uma ilusória sensação de alívio e que anseia pela libertação e cura.

O cigarro dá o mote ao poema, mas podemos ir para além disso, pegando na metáfora para a elevar aos nossos padrões de comportamento rígidos, às nossas crenças arraigadas, hábitos vivenciais que nos transportam para longe de nós, do nosso centro e essência, que servem apenas para nos envolver numa aura de sonambulismo e muitas vezes sugerem mesmo uma espécie de autoflagelação consentida.

A grande questão: o que esconde o Vício?………

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Para a Exposição, a proposta foi ilustrar este enredo através de outra forma de expressão, a fotografia. O poema é um poema aberto ao devaneio estético e expressivo e por isso convidei 3 pessoas, de vertentes diferentes, a transmitirem através dessa arte, aquilo que o poema lhes transmitisse. O seu sentir relativamente ao escrito. 3 sentires e interpretações diferentes que deram uma forma diferente e muito interessante, criando uma belíssima mostra de sentires e de humanidade, apoiada num suporte visual, também em si poético e tocante.

| Ver poema Vício aqui |

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Registo fotográfico da exposição de Stelya Pereira – Nova Acrópole

Agradecimentos:

A minha gratidão aos artistas António M. Catarino, Cátia Biscaia e Leonel Mendrix (Rapaz Improvisado), pelo excelente trabalho, e claro, por terem aceitado o meu convite. Foi uma honra e profunda alegria ver o meu poema transformado em tão bela obra.

A minha gratidão aos membros da Associação Cultural Nova Acrópole de Aveiro, que aceitaram também receber este meu devaneio artístico no seu espaço, que tanto admiro e me orgulho de fazer parte. O mundo precisa de pessoas assim e de grupos activos em trazer a este mundo uma mudança para melhor.

A minha gratidão à casa de impressões Forever Blue no Centro Comercial Oita, Aveiro pelo profissionalismo, simpatia e excelente trabalho.

A minha gratidão também a todas as pessoas que privam comigo e que têm sido desde a partida, fonte de constante carinho, apoio e inspiração. Aos que estiveram presentes de corpo e aos que não puderam ir, mas sei que estiveram lá de coração. Ao Victor Hugo e ao Carlos Manu que foram excepcionais, pacientes e fizeram um perfeito trabalho na montagem. 🙂

Sites:

http://www.novaacropoleaveiro.org/

http://www.nova-acropole.pt/

https://www.facebook.com/novacropole.aveiro?fref=ts

http://www.catiabiscaia.com

rapazimprovisado.wix.com/site

http://www.amcatarino.com

http://admiravelmundodafotografia.blogspot.pt/

Aurora

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