Revelação

Pudesse abrir o meu peito em dois

e depressa, de lá, sairiam vendavais.

Chuvas de estrelas cadentes,

cometas e galáxias ancestrais.

Poesia em forma de nuvens,

nuvens em forma de corações

pássaros de olhar atento,

rugidos de fogosos leões.

Cães e gatos de pêlo fofinho,

fadas e gnomos de jeito mansinho.

Arco-íris e potes de ouro

surpresas e magia.

Explosão de tonalidades e luzes.

Tonalidades de mim, do meu sangue,

da minha alma.

E tantas linguagens desconhecidas…

Sonhos, desejos e cicatrizes.

Memórias passadas e felizes

sortes e azares em tantas vidas despidas…

O tempo que sinto a passar.

Suspiros, sussurros e palavras ditas devagarinho.

Fôlegos perdidos e horizontes por desbravar.

 

Esvazio-me…

e a minha natureza revela-se.

Aurora

peito

4 Comments Add yours

  1. como os peitos não podem abrir em vida
    cada um tem que se haver com os seus vendavais

    a natureza não se revela, nem faz parte de nós, nós somos essa natureza

    1. Verdade. Nós somos essa natureza. O problema é mesmo a poluição.

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