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arquétipo de mim

Manifestações de uma alma com muitas vontades

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Desabafos

Era uma vez…

De repente fiquei com vontade de ser pequena outra vez e fazer tudo aquilo que devia ter feito na altura e não fiz.

*as crianças deviam de vir com instruções*

Aurora

sdf

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a Humanidade é…

…insuficiente.

Aurora

@ Federica Erra Photographer
@ Federica Erra Photographer

Etérea

entre sonhos vívidos, emoções, paredes a bloquear a visão e a impedir os passos

às vezes penso que bastaria fechar os olhos e esticar o braço

para tocar em algo semelhante a um horizonte paralelo,

numa dimensão latente e ligada àquela na qual me encontro,

numa espécie de estado entre o líquido e o aéreo

onde um simples agitar dos meus dedos causaria um movimento de ondas magnéticas

que poria em andamento os motores da visão e acção consciente.

E as emoções cessariam de me importunar, e as paredes ruiriam

e no espaço-tempo portais se abririam, passagens secretas

por onde poderia caminhar livremente e ver, sem sombras de dúvidas,

o percurso para a minha casa.

Aurora

mu

Dias de Querer

Há dias assim…

daqueles em que penso demasiado, em que observo demasiado, em que oiço demasiado. Dias em que me sinto em pé de guerra com o mundo e ao mesmo tempo cheia de amor por ele… tanto amor que me apetece deixá-lo porque sinto que já não lhe encaixo e devo seguir caminho. Para longe do cheiro a medo que se espalha pelos ambientes. Das dores que se alimentam e dos sorrisos e palavras das quais se foge. De sistemas falhados e aclamados. Dos comodistas, dos rotineiros e dos agarrados. Dos hábitos fúteis. Dias em que me sinto cansada de tanto me reinventar, de tanto compreender, de tanto sentir toda esta energia e não explodir de uma vez por todas. Há dias em que me apetece simplesmente estar abraçada a uma árvore e assim permanecer… permanecer… até que um louco qualquer decida interromper-me apenas para se queixar da vida que não soube viver e chamar-me a mim louca por estar abraçada a uma árvore e dali não quero sair. Sim, há dias em que me apetece fundir com a árvore, fundir-me com a natureza e talvez nem por ela me espalhar fosse suficiente para toda esta energia e força que sinto, e tivesse de me continuar a espalhar pelo céu, pelas estrelas, pela lua, pelas galáxias…. Há dias assim e outros assado, mas todos os dias são dias de esperança e fé e isso talvez ainda seja o pior.

Aurora

011220141433

Saudades boas

…e lembranças ainda melhores :

  • do modo como sentia o mundo no silêncio de ser criança
  • do brilho no olhar do meu pai a falar das suas invenções
  • das conversas, tropelias e risadas despreocupadas com o meu irmão
  • de ouvir a minha mãe a cantar
  • aquele momento em que sabia que ía ficar sozinha em casa e podia por a música na aparelhagem aos altos berros e dançar e cantar pela casa afora
  • do meu diário
  • da alegria que era conseguir tirar a letra de uma música por ouvido, no meio dos play, pause e rewind
  • do que senti quando ouvi o Kings of metal dos Manowar pela primeira vez
  • de ler banda desenhada europeia
  • das escapadelas a meio da noite para ir ver filmes de terror às escondidas
  • do Vasco Granja e o seu Cinema de Animação
  • de me perder nas minhas voltas de bicicleta pela natureza e o que sentia quando percebia que tinha encontrado o caminho para casa (e encontrei sempre)
  • o que senti quando peguei pela primeira vez o meu cão bebé, pronta para o trazer para casa
  • de comer despreocupadamente um rebuçado Bola de Neve
  • de jogar e brincar a programar pequenas animações básicas num Spectrum
  • das tardes loucas de verão nas piscinas municipais da terra
  • de dançar no Gaivota
  • do cheiro das flores abertas da Dama da Noite
  • da paz e sintonia que senti na Irlanda
  • dos passeios junto ao lago Léman em Montreux
  • de fazer de manhã o caminho secundário e natural para o Old Beach
  • do meu primeiro Hula-Hoop
  • de uma noite quente de verão
  • do cheiro do Drakkar Noir
  • de ver os meus Manga
  • do creme Roger & Gallet de Shiso
  • de ir à feira da ladra
  • de me armar em DJ e passar música
  • de ser arrebatada por um céu completamente estrelado
  • de ver uma tempestade seca na praia
  • de um concerto no Coliseu

há mais.

Aurora Buzilis

balloon

A linguagem do invisível

Tenho andado com a sensação acesa de que não me reconheço. É arrebatador sentir a mudança enorme que operei em mim e seus resultados, nas várias situações que se colocam à minha frente, surpreendo-me com o modo com que lido com essas situações. Ainda me surpreendo, mesmo não sendo a primeira vez que me acontece pensar assim. Talvez. Posso relatar vários momentos de mudança ao longo da minha vida, mas penso que nunca foi tão vivo na consciência como agora. As situações agora são também mais intensas e responsáveis. Mas chega a assustar-me. Chego a pensar que ando a perder qualidades. A idade muda muita coisa, é certo, mas não é por aí. É e não é. É muito mais, porque até mesmo com a idade, há pessoas que escolhem viver sempre da mesma maneira, sempre com as mesmas crenças e a sabedoria que devia surgir, perde-se pelas emoções fáceis, consequentes das manobras dos dias que passam e dos truques da mente. Sim, do ego. Mesmo quando ele se esgueira pela porta das traseiras, que é como quem diz, se mostra camuflado. As aparências iludem. Adiante. E então… Morri e renasci. Morri e renasci. E outra, e outra vez. Viver para mim chega a ser tão matemático e lúcido que se torna cansativo. Há momentos de cansaço. Estou em transição, tenho estado. Sou a carta da Morte e levo-a comigo, e espalho-a, onde quer que vá. Às vezes suavemente, outras vezes de modo bastante abrupto. É uma fase, eu sei. Talvez não. Talvez seja de mim. Não, eu não ando a perder qualidades, sou indisciplinada e sou mais do que cabe nas costuras da pele. O confronto dá-se aí : na pele. Ando a perder o que tenho de perder, para dar espaço àquilo que tenho de despertar. Ser. Àquilo que Sou. E sei exactamente o que sou e o que estou aqui a fazer, por muito que seja difícil estar aqui. Difícil para mim ou para os outros?… E fico maravilhada com todo este processo. Tão verdadeiramente maravilhoso. E entrego-me a ele. Tento, pelo menos. Perdem-se uns pesos, ganham-se outros, e tudo bate certo e aceito humildamente o que plantei para mim e arranco, e morro e volto. E tenho um pé aqui e outro pé em tantos outros sítios. E vivo com o constante desejo de isolamento meditativo, ao mesmo tempo que não o faço, porque não quero isso agora para mim, mas carrego no peito sempre essa vontade, que não será concretizada nesta vida. Ou talvez seja. Até porque é tão mais estimulante confrontar-me com aquilo que à partida me faria apetecer fugir. E agora que estou diferente, muito mais estimulante se torna. Estou aquilo que um dia quis estar, virando-me do avesso, sou agora aquilo que um dia desejei ser. E tudo isto começou porquê?….. Nem sei. … Ah! Porque não me reconheço. Acho que tenho de me descobrir mais uma vez. É isso.

Há muitas coisas que quero ainda fazer e experienciar, para ver como reajo, para sentir o prazer de sentir tudo aquilo que tenho de sentir.

Nas palavras de Rainer Maria Rilke cujo aniversário de nascimento é justamente hoje, dia 4: “Como suportar, como salvar o visível, senão fazendo dele a linguagem da ausência, do invisível?”

E é essa a equação.

Aurora Buzilis

Arte | Light & Shadow @ Kumi Yamashita
Arte | Light & Shadow @ Kumi Yamashita

ups!… fi-lo outra vez!

Ando constantemente a descobrir o mesmo.

Pois que cada vez é mais evidente para mim, que não posso perder tempo em seguir as dicas da minha intuição. Que se deixo escapar a oportunidade, qualquer atitude ou acção que eu possa vir a tomar depois, é meramente um “remediar”. Jamais poderá ser tão genuína, ou tão pura, como seria se tivesse acontecido no momento em que intui que o devia fazer. O que devia fazer. Nem os frutos poderão ser tão belos…

Mas se antes havia dúvida entre intuição e delírio mental, agora que não há dúvida, sobra apenas a preguiça!

ups!…

Aurora Buzilis

sin

As dores de desejar o impossível

Senti a tua presença esta noite. Acordei com o vazio incrível da tua ausência. Da tua impossibilidade. Quem me dera poder ver-te diante mim. Tocar-te, para ter a certeza que existes. Que não és uma fantasia. Este querer, este desejo, esta curiosidade e vontade. Não queria sonhar contigo, mas foi o que aconteceu. A tua imagem era ténue, mal conseguia distinguir os teus traços, mas as sensações que me causavas eram concretas. Quero ter-te, provar-te, sentir-te. Olhar para ti e não tremer…. e quero mais… mais… Quero romper-te dentro de mim, sem pedir “com licença” e depois

esquecer-te, porque me dóis! Hoje pelo menos. Amanhã já não.

Aurora Buzilis

rip it

| STOP |

Oiço as pessoas a passarem lá fora, a falarem umas com as outras.

Não as vejo. Apenas oiço.

A rapidez com que falam, o tom seco que dão às palavras que expelem para cima do outro.

A agressividade. A distância.

O meu coração pára.

Aurora Buzilis

home

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Para meu coração basta teu peito
para tua liberdade bastam minhas asas.
Desde minha boca chegará até o céu
o que estava dormindo sobre tua alma.” | Pablo Neruda

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