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Manifestações de uma alma com muitas vontades

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Luzes de Natal

Posso acreditar em muita coisa e sentir muita coisa, mas não acredito, nem sinto o Natal. É simplesmente algo com o qual nunca me sintonizei. Sempre achei uma época forçada, sem naturalidade, nem consistência. Deprime-me, farta-me, e quando chega esta altura, o que mais me apetece é fechar os olhos e acordar a meados de Janeiro. Não vou falar da máquina de fazer dinheiro, do comércio, das mensagens padronizadas e rituais superficiais, nem das aparências, que de espiritual não têm nada (apesar de serem omnipresentes, omnipotentes e omnifluentes), aqui escolho realçar um espírito forte que contagia e se espalha em tudo e em todos – e que devo, apesar de tudo, reconhecer – nesta época algo se eleva na mente e nos corações das pessoas. Nem que seja apenas por alguns dias. Os índices de tolerância, compaixão, paciência, amizade e solidariedade aumentam. Numas, mais que outras, o facto é que as pessoas se esforçam um bocadinho mais e se juntam um bocadinho mais. Gosto disso. Também gosto da fantasia inerente. Mas devo avisar que não é suficiente… É uma altura sensível, de emoções à flor da pele que pode resvalar para vários lados, dependendo da realidade de cada um. Insisto, falta-lhe a consistência… E a durabilidade e o equilíbrio. E onde poderemos encontrar isto tudo?… Certamente não é nas lojas, nem dentro do Bolo-rei.

Questiono-me… mas o que é que significa mesmo o Natal para cada um de nós? O que é que celebramos? Entregamo-nos a este ritual porque um dia nos disseram que era assim?… Ninguém sabe ao certo quando é que Jesus Cristo nasceu. Ok. Festejemos. Mas será que não pode ser de outra maneira?… Qual a melhor maneira de honrar o espírito do Natal e o da Família? Qual a melhor maneira de nos honrarmos a nós próprios? Todos os dias da nossa vida.

Para que conste: apesar de tudo, sou bastante sincera e verdadeira quando entro no esquema e dou prendas e desejo felicidades natalícias ao pessoal e digo Boas Festas com um sorriso! Sou sincera e verdadeira quando me junto à minha família para festejar não sei bem o quê, mas que também não interessa, porque mal ou bem estamos juntos e existimos. Olho para todos eles e vejo uma parte de mim e eu sou uma parte deles. Agora e sempre.

Fala-se muito em desejos nesta altura. Em votos. Pois bem…. reitero o que disse há 1 ano:

Sem pressas, nem perdas de tempo, que o Amor, a Alegria e a Luz saiam vencedores. Que a Paz impere e a Saúde nunca falte!

Boas Festas! No sentido lato.

Aurora Buzilis

luzes

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Ter o dom ou Ser o dom, eis a questão.

(Shakespeare roi-te de inveja!)

Há alturas em que o desconhecido se apodera de nós e nos tinge a alma de escuridão. Nunca nos devemos esquecer de acreditar na luz… e ela aparecerá para nos guiar.

*sorriso*

Aquele momento em que algo surge à nossa frente para nos lembrar de nunca esquecer. Um livro, uma imagem, as palavras de um amigo, o gesto de um desconhecido, uma música ou neste caso um filme. Obrigada Universo!

E agora fiquei com vontade de rever todos os Matrix…

Aurora Buzilis

Filme The Matrix – 1999 (irmãos Wachowski)

 

A demonização do erotismo e a negação da essência

“Originalmente, Lilith não era uma figura demoníaca; podem encontrar-se os seus traços numa deusa suméria denominada Senhora dos Animais, representada sob a forma de uma coruja. Lilith simboliza o aspecto sombrio da grande deusa das antigas religiões pagãs na sua forma de femme fatale ou encantadora. Este aspecto feminino foi sempre rejeitado pelas culturas patriarcais, cujo puritanismo sexual o transformou num símbolo demoníaco, por serem incapazes de lidar com as poderosas energias eróticas que lhe estão associadas.”

– in Sociedades Secretas de Michael Howard | Nova Vega, 1a edição (2013) –

Por exemplo!… Uma visão interessante e que de certo modo também toca a (Cabala) história de Lilith ser a primeira mulher de Adão (e Eva a segunda), que se insurgiu, afirmando que era sua semelhante, que não tinha de se colocar sob ele, de ser ela a abrir-se para ele, numa posição de submissão. Um aborrecimento que tratou de ser corrigido pela criação de Eva (mas mesmo assim Lilith conseguiu regressar na forma de serpente (é fodido)… Histórias há muitas e esta é bem conhecida.

A humanidade é complexa e tortuosa demais, criativa em modos de ignorar e esconder o desconhecido, logo, os medos. De aniquilar qualquer tentativa de equilíbrio e de auto-expressão individual. Há-que controlar as massas – religião, política – dogmas, fanatismos, tabus, jogos de poder…. estes, chegam a todo o lado.

2013 anos não são nada perante todo o resto. E o mais curioso foi o crescente afastamento do Divino (por assim dizer), da fé, do sonho – chamem-lhe o que quiserem –  apregoando-se precisamente o contrário. E o que foi que obtivemos? O homem foi afastado da mulher, ambos afastados dos semelhantes, por sua vez afastados do divino, logo afastados de si próprios e da Natureza… Não deixa de ser triste.

Seria fácil divagar agora por todo o percurso da história, nas várias vertentes e correntes de pensamento, mas no fundo este post é sobre a energia feminina nas mulheres. Ser homem não é fácil, porque eles próprios têm os seus legados genéticos a superar, inclusive assumir a sua própria energia feminina, mas ser mulher também não é fácil.

Em jeito literal de carpir mágoas, carregamos nós mulheres, um peso milenar, um legado que nos acompanha em prol de uma sociedade patriarcal, desequilibrada e tendenciosa. Carregamos isso nos nossos genes e aqui digo um segredo, que é a minha opinião: nem nós sabemos muito bem o que fazer com este lado que nos ensinaram a esconder (como diz na citação, aspecto sombrio uuuhhuuuh).

Do ponto de vista económico e profissional: só o facto de carregarmos uma vida durante 9 meses e termos licença de maternidade, nos coloca numa posição claramente inferior e de desvantagem, quando deveria ser no mínimo o contrário. As mulheres têm de optar, abdicar, adiar, esquecer… e que mesmo hoje em dia, em cargos profissionais iguais, com o mesmo perfil, a mulher receberá sempre um ordenado inferior ao homem. O poder do pénis, hein?

Voltando atrás às energias eróticas e ao arquétipo feminino: o sexo e a energia sexual são ainda vistos como assuntos sensíveis, tabus e não é pouco frequente, alvo de gozo fútil e piadas nervosas. Uma coisa é rir natural e levemente, outra coisa é fazer piadas imbecis que mostram claramente ignorância e insegurança, ou simplesmente banalização, peço desculpa, mas é um turn off! Vamos nos virar para dentro e observarmo-nos perante estas e outras situações. É normal fazê-lo: certo! E tem de se começar por algum lado – verdade! Mas por favor, manter o mesmo registo uma vida inteira, sem humildade na aprendizagem e vontade de evoluir, é no mínimo uma prova de falta de inteligência e ausência de um propósito de vida. De aproveitar a vida! Essa dádiva. Mas adiante…

Sexo = satisfação do EGO (ponto) – Um registo da demonização. Será? Olhar para as mulheres como objectos mais fracos é deprimente e redutor, as mulheres acreditarem nisso, é … falta de auto-estima e resignação?… Traumas? Não sei…. Há trabalhos internos a fazer.

A energia sexual poderá remeter-nos, além do óbvio, para a força criadora, para a vitalidade e sobrevivência. Fome de VIVER! Para a união e partilha. Para o respeitar e desfrutar. Sentir. Tudo o que faz parte da nossa essência, nós mulheres. Houve muita coisa que fechámos a cadeado dentro de nós, ao longo de todos estes tempos. Lilith é uma parte de nós sem filtros, nem medos, num sentido muito mais abrangente do que o óbvio. Num sentido mais profundo.

Uma força que existe e com a qual ninguém sabe muito bem lidar. A força amante, a força que nos liga à terra e ao céu, a todos os nossos semelhantes, animais e elementos da natureza. Fechar esta maravilha, será solução?

Penso que é necessário o despertar e que começar pela aceitação, perdão e cura interna, poderá bem ser o caminho. Ou não!…. Seja o que for que servir para cada uma de nós. (Again: falo nas mulheres, mas serve também para os homens).

Ou seja, enfrentar! E enfrentar o inevitável! Porque é inevitável. Sem medo, ou com medo, mas a borrifar para ele, com Amor.

No fundo, acredito na necessidade de equilibrar forças (masculina e feminina), assumir ambas e lidar com elas naturalmente. Livremente, naquilo que elas representam para cada um de nós. Sem jogos de forças e poder, mas humildade e verdade.

Utópico? Pessoalmente, se eu acredito nisso, para mim não é utópico. É uma das vertentes do caminho para a minha unidade interna. Para conciliar dualidades e encontrar uma paz mais presente.

Aurora Buzilis

Nota: As palavras são veículos de expressão que adoro, as interpretações cabem a cada um que as lê ou ouve. Eu apenas vou lançando as minhas sementes, enquanto esvazio a minha ávida mente. A minha sanidade depende disso. Este blog é uma acha na fogueira da minha libertação, que tenho um enorme prazer em partilhar com quem aqui passa, e claro está, comentários e partilhas de ideias são sempre bem vindos.  🙂

ni santas

“O nosso inferno pessoal está nas profundezas do nosso corpo, na cavidade pélvica, onde a nossa sexualidade é agrilhoada. Lá estão as raízes da nossa verdadeira espiritualidade, a base da corrente da kundalini. É no útero que a vida começa e onde experimentamos pela primeira vez o contentamento do paraíso.” (Alexander Lowen).

*inspireichen ove de dei

*Inspiração do dia.

Uma citação de um dos meus ídolos (salvo seja), que hoje me caiu em cima e de modo muito apropriado.

Um reminder , certamente. Nada acontece por acaso. F*** so true!

O livro, aconselho a todos: “Cartas a um Jovem Poeta” – Rainer Maria Rilke.

Um livro para saborear, devorar, chorar, rir, absorver, consultar, sentir, reflectir,…. ufff e mais, muito mais.

A citação, coloco em inglês, porque é a tradução que mais aprecio.

“I beg you, to have patience with everything unresolved in your heart and to try to love the questions themselves as if they were locked rooms or books written in a very foreign language. Don’t search for the answers, which could not be given to you now, because you would not be able to live them. And the point is to live everything. Live the questions now. Perhaps then, someday far in the future, you will gradually, without even noticing it, live your way into the answer.”

| Perfeito! | 

Aurora Buzilis

inspiraçao

As vantagens de ser invisível

As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower) – Stephen Chbosky

wallflower

 

Achei este filme tocante. Não é simplesmente um filme de adolescentes. Não achei. Retrata qualquer um de nós neste planeta. Cada qual à sua maneira, caminhamos algures entre a nossa história passada e futura.

Passamos por este planeta, vendados. Fazemos as nossas escolhas, muitas vezes enredamo-nos nas situações e, sem pensar, deixamo-nos ir. A escolha é feita inconscientemente (?). Depois vem a culpa, a dor, o receio… Vivemos entre a apatia e o entusiasmo. Entre a invisibilidade e o protagonismo. A mente domina-nos com falsos ideais e pensamentos redutores. Somos mais do que isso. E temos a responsabilidade de Ser mais do que isso –  no fundo, todos o sabemos.

heroes

“Aceitamos o amor que achamos que merecemos.” e porém “Somos infinito.”

Até que ponto estamos preparados para ir até à prisão mais profunda do nosso Ser, para depois nos libertarmos verdadeiramente?

Lutarmos pela nossa verdade torna-nos loucos perante os olhos dos outros. Mas aí reside a chave: um acto de grande coragem, o tipo de coragem como só as crianças conseguem ter.

Quando é que sentiremos em cada poro da nossa pele, a humildade de vermos quão grandiosos somos?

Aurora Buzilis

truth

pintura a óleo… E se?

E se a vida fosse uma sucessão coerente de sons e silêncios, como uma melodia?

Parece-me tão incoerente…

E se a vida fosse um conjunto de versos e estrofes de identidade transcendente e sensível, como um poema?

Parece-me tão insensível…

E se a vida fosse um desenrolar de acções, de aventuras e acontecimentos, concebidos para despertarem o interesse, como um conto literário?

Parece-me tão desinteressante…

E se a vida fosse os traços, cor, vibração e plenitude de sensações transmitidas através de uma tela?

Parece-me que não sou capaz de sentir. Já não.

Aurora Buzilis

pintura de Irene Sheri
pintura de Irene Sheri

Será impressão minha?....

Esta tendência ou capricho que o ser humano tem de desejar aquilo com o qual não sabe lidar.

Aurora Buzilis

Converseta

– E se te dissesse que tudo aquilo que evitas ou receias é a estrada para a tua libertação? E quando te abres à experiência: em segundos, cresces uma vida inteira. Cresces em partes iguais no todo que és tu. Cresces harmoniosamente. O caminho em frente é imprevisível e desconhecido. Já é, neste preciso momento. Não é confortável, não é fofinho, mas também quem é que alguma vez ordenou que ser fofinho é coisa boa e interessante? É apenas … suave e previsivelmente… suave. E aí onde é que está a piada? O desafio? A vertigem? O entusiasmo?

– Sim, sim… eu sei disso!… Só que às vezes apetece o fofinho. Percebes?

– Percebo, claro! Apenas acho que deves pôr o teu capacete! – responde com sorriso trocista e remata – Let’s go for a ride?…

Aurora Buzilis

fim

A integração do Eu

♪ ♫   I count my stars   ♪ ♫

A integração do Eu. Eu sou várias e várias sou eu. Porque é que tantas vezes me sinto à beira do choro e nada sai? Sinto-me confortável nos mais variados elementos e ambientes e em todos eles tenho perfeita consciência de mim. O tempo não passa, o que passa sou eu. Somos todos nós e o nosso viver. Como poderia passar uma coisa que sinto tão profundamente não existir? Eu sou várias e várias sou eu. Energia pura, espalhada em várias manifestações. É leviana a forma como consigo olhar para todas elas e piscar o olhar de compreensão. Mas da mesma maneira que se espalha, dispersa-se. Disperso-me. Baloiço entre cada uma delas, sempre cada vez mais alto e cada vez as vejo melhor e entendo-as melhor, e gosto delas, mas… A dispersão funciona bem apenas em certos planos e de certas maneiras, ou talvez nem aí. Porque sofro por me sentir despedaçada. Incompleta, sempre incompleta na minha forma repartida. Cansada por ter de andar sempre a carregar todos os pedaços de mim, para me sentir e me poder movimentar no mundo. Há uma falsa liberdade em ser assim. Mas há uma gloriosa versatilidade e riqueza que me atrai e vicia. Acreditava que era assim que era livre e me soltava das prisões. Tudo são prisões. Foi assim que escolhi, porque é sempre uma escolha, sentir-me livre. Mas é falso. E eu sou várias. Presa a todas elas, espalhadas, repartidas. Sou presa a mim própria e vou incorporando como a ocasião pede. Inconsciente. Sou camaleão e o grave problema é que gosto. Ou gostava. Era excitante. Estimulava-me. O prazer de ser várias. E assim sinto que nunca me integro em lado nenhum e às vezes o pedaço de mim que se integra não é o mais correcto. Será? E não encaixa. Porque acima de tudo nesta dispersão, sou eu que não estou integrada em mim. Elas todas em mim. Na minha essência. A integração do Eu. Tenho várias sombras e uma energia e força brutal que não utilizo no foco que quero ver crescer. Porque onde focamos a nossa energia, é o que alimentamos e fazemos crescer. Insegurança. Porque a dada altura temos de nos agarrar com os pés a este mundo e crescer nele. Crescer intemporal e partilhar a riqueza interior. Utilizar as ferramentas trazidas de vidas e usá-las. Eu sou várias e várias sou eu. Carrego desde que nasci o peso e a consciência da dualidade, da condição humana. Espalhei-me, desdobrei-me como forma de me salvar, de me defender. Um dia. Mas aquilo que um dia me salvou, agora não faz sentido e desgraça-me. A minha perdição. Como a âncora que prende o barco no porto de abrigo. Não me salva. Não me leva. Prende-me. E eu quero ir. E vou!

Aurora Buzilis

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